A QUALIDADE FAZ A DIFERENÇA

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Petróleo em alta favorece investimentos no Brasil, mas coloca Petrobras sob pressão

A tendência é que o Brasil ganhe visibilidade de investidores como um país de produção estável. Em paralelo, o cenário atual pressiona a política de preços da Petrobras, favorece distribuidoras e acende o risco de desabastecimento interno de diesel. A cada dia que o Estreito de Ormuz, na costa do Irã, permanece fechado devido aos conflitos na região, um volume cada vez maior de produção é interrompido, com repercussões inclusive no médio prazo, aponta o analista de geopolítica e mercados de petróleo da Rystad Energy, Raphael Faucz. Ele afirma que o estreito é responsável pelo fluxo de cerca de 20 milhões de barris por dia (bpd), sendo aproximadamente 15 milhões de bpd de petróleo cru e cerca de 5 milhões de produtos refinados. Na prática, porém, hoje pouco desse volume consegue ser redirecionado. “A crise atual muda o cenário de curto prazo, mas estruturalmente o mercado ainda é de excesso de oferta nos próximos anos. Mas há incertezas sobre uma potencial destruição de capacidade de produção no médio prazo”, disse o especialista. Hoje, cerca de 5 milhões de bpd já estão fora do mercado nos países do Golfo Pérsico devido à incapacidade de escoamento e do limite do armazenamento de petróleo, aponta a Rystad. “A incerteza é muito grande. A volatilidade precificada pelo mercado para os preços do petróleo está atualmente em níveis comparáveis aos registrados quando a guerra na Ucrânia começou, ou durante a pandemia”, diz Faucz. Segundo o especialista, o chamado índice OVX (Oil Volatility Index), que mede a expectativa de volatilidade dos preços do petróleo nos próximos 30 dias, está acima de 100% atualmente, indicando incerteza extrema e expectativa de grandes oscilações de preço do barril. Neste contexto, a Rystad trabalha com dois cenários de preços, uma vez que a percepção do mercado depende da duração esperada do conflito. Caso a guerra se prolongue por alguns meses – cerca de quatro meses, por exemplo – as cotações poderiam voltar a superar os US$ 100 por barril, alcançando até US$ 135. No entanto, antes da guerra, havia a percepção de um mercado superavitário, o que pressionaria os preços para baixo. Neste cenário, a cotação média ficaria em torno US$ 60 por barril. O relatório do Citi do último dia 10 de março afirma que o conflito no Oriente Médio, iniciado em 28 de fevereiro, causou a perda de aproximadamente 11 milhões a 16 milhões de bpd (de 7% a 11% da oferta de petróleo cru e 4 milhões a 5 milhões de barris de produtos refinados). Diante deste contexto, o banco de investimento considera a Prio como a empresa mais bem posicionada com a alta dos preços do barril, enquanto a PetroRecôncavo e a Brava Energia não devem se beneficiar tanto devido às suas operações de hedge de petróleo para o curto e médio prazo. “Em termos recorrentes, a Brava e a PetroRecôncavo também devem ser impactadas positivamente, já que possuem um preço de equilíbrio do Brent para geração de caixa superior ao da Prio, mas esse potencial de valorização é parcialmente limitado pelas operações de hedge”, disseram os analistas do Citi no relatório. Em relação à Petrobras, o banco vê potencial de ganhos limitados, uma vez que existe o risco de repasse apenas parcial da volatilidade dos preços no mercado interno. Riscos sobre o dieselO Citi espera que a Petrobras aumente sua participação no fornecimento doméstico de diesel, uma vez que a estatal pretende aumentar seu índice de utilização nas refinarias. Por outro lado, os analistas da instituição demonstram preocupações com o fornecimento de diesel. Historicamente, o Brasil importa cerca de 25% de seu consumo interno e, atualmente, a capacidade de refino doméstica está abaixo dos níveis de demanda. “Neste cenário de preços domésticos abaixo da referência internacional, esperamos uma queda acentuada nas importações de diesel, visto que a atividade não é mais economicamente viável”, afirmam os analistas do Citi. Eles acrescentam que apenas os agentes com contratos de longo prazo devem continuar importando o combustível. “Enquanto isso, esperamos que as importações do diesel se concentrem no fornecimento russo, devido aos seus descontos em relação à oferta americana”, completa. O Brasil é um importador líquido de diesel (importa mais do que exporta), o derivado mais exposto à crise atual. Faucz afirma que o diesel tem registrado aumentos de preços superiores aos do próprio petróleo no mercado internacional. Em volume, o Brasil depende pouco dos países do Golfo Pérsico, tendo Rússia, Estados Unidos e Índia como seus principais fornecedores. Neste contexto, o Citi espera um avanço nos preços dos combustíveis mesmo sem alterações por parte da Petrobras. “Além disso, esperamos um aumento no risco de escassez de diesel nos próximos dias, elevando a pressão para uma ação da Petrobras [sobre o tema]”, afirmam os analistas. O sócio da KPMG, Bruno Bressan, lembra que os preços dos combustíveis já apresentavam certa defasagem no Brasil. “A tendência é que, diante do aumento dos preços do diesel, o frete também encareça, já que nosso modal é bastante dependente do combustível”, diz. Faucz afirma que o Brasil tem se posicionado como um dos principais responsáveis pelo aumento da produção global fora da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). “O Brasil já vem se beneficiando de margens maiores, com aumentos de preços desde o início do ano, o que contribui de forma importante para a rentabilidade das empresas, principalmente da Petrobras”, diz. No entanto, a flexibilidade do aumento da produção em resposta à crise atual, no curto prazo, é “praticamente inexistente”, o que não permite um aumento imediato de market share global. “Ainda assim, o contexto reforça a percepção positiva sobre investimentos em mercados de produção estável e confiável no longo prazo”, acrescenta. Liberação de estoquesOs 32 países membros da Agência Internacional de Energia (IEA) concordaram nesta quarta-feira, 11, por unanimidade, em liberar 400 milhões de bpd de sua reserva de emergência ao mercado. “Os desafios no mercado de petróleo são de uma escala sem precedentes. A segurança energética é mandato fundamental para a AIE”, disse o diretor executivo da organização, Fatih Birol.

Brasil está a caminho de um aumento na produção de etanol em 2026

Preços firmes do etanol, expansão das usinas do biocombustível de milho e um crescimento da safra de cana de açúcar levarão a um salto na produção este ano no Brasil, o segundo maior produtor mundial do combustível renovável, disseram analistas e comerciantes de commodities nesta terça-feira (3). Eles afirmaram durante um painel na Conferência do Açúcar de Dubai que o aumento da produção este ano será devido à combinação da mudança no “mix” de cana para produzir mais etanol e menos açúcar e à entrada em operação de novas usinas de processamento de milho. As usinas de cana, que têm flexibilidade para produzir mais açúcar ou mais etanol, estão lidando com os baixos preços globais do açúcar, com o contrato de açúcar bruto em Nova York oscilando em torno da menor cotação em cinco anos. “Há um incentivo claro para as usinas começarem a nova safra produzindo mais etanol”, disse Guilherme Nastari, diretor da consultoria Datagro. Os preços atuais do etanol no Brasil, disse ele, estão sendo negociados com grandes prêmios em relação ao preço do açúcar em Nova York, com o etanol anidro a um valor equivalente de 19,73 centavos por libra-peso e o etanol hidratado a 17,96 centavos/libra-peso, enquanto o açúcar bruto ICE fechou na terça-feira a 14,63 centavos/libra-peso. A nova safra de cana-de-açúcar brasileira começa por volta de março. “A paridade inicial de preços (açúcar/etanol) é muito favorável ao biocombustível”, disse Jeremy Austin, diretor geral da Sucden no Brasil. A consultoria de açúcar e etanol CovrigAnalytics acredita que as usinas vão se concentrar no etanol até pelo menos meados de junho. A BP Bioenergy, divisão brasileira de açúcar e etanol da BP Plc que administra 11 usinas, planejará seu “mix” de produção ao longo do ano, observando os preços, disse Ricardo Carvalho, diretor comercial da divisão. O Rabobank projeta que mais de 3 bilhões de litros de capacidade adicional de etanol de milho entrarão em operação em 2026. A corretora norte-americana StoneX estima que a produção combinada de etanol de cana e milho do Brasil crescerá 7,9% em 2026/2027 (abril-março) para um recorde de 36,5 bilhões de litros, com o de cana subindo 4,4% e o de milho 17%. A produção extra do biocombustível pode ser excessiva para o mercado local brasileiro, disse Carvalho. Isso pode levar a um aumento nas exportações, observou a CovrigAnalytics.

Produção de etanol dos EUA aumenta 16,1% na semana, para 1,11 milhão de barris por dia

A produção de etanol nos Estados Unidos aumentou 16,1% na semana encerrada em 6 de fevereiro, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pela Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA). A produção média ficou em 1,11 milhão de barris por dia, em comparação com 956 mil barris por dia na semana até 30 de janeiro. Os estoques de etanol cresceram 0,40% no período, de 25,1 milhões para 25,2 milhões de barris. Já as exportações do biocombustível caíram 36,6%, de 216 mil para 137 mil barris por dia. Analistas consultados pela Dow Jones Newswires esperavam produção entre 950 mil e 1,056 milhão de barris por dia. Quanto aos estoques, as estimativas iam de 25 milhões a 25,736 milhões de barris.Os números de produção de etanol nos EUA são um indicador da demanda interna por milho. No país, o biocombustível é fabricado principalmente com o grão e a indústria local consome mais de um terço da safra doméstica do cereal. Fonte: Dow Jones Newswires

Investimentos em energia devem chegar a R$ 3,5 trilhões até 2035, prevê EPE

O novo Plano Decenal de Energia Elétrica (PDE) 2035 prevê o aumento de oferta de mais 100 GW de energia nos próximos dez anos. Os dados estão disponíveis na consulta pública divulgada nesta quinta-feira, 12, pelo Ministério de Minas e Energia em Brasília. Em outro documento, a consulta pública para o Plano Nacional de Energia (PNE), o governo prevê dobrar a demanda por energia no Brasil relação a 2025. Em dez anos, os investimentos no setor podem chegar a R$ 3,5 trilhões. O PDE trás outros números importantes: o sistema elétrico terá em dez anos mais 6 GW em baterias e outros 29 mil quilômetros de linhas de transmissão. A produção de etanol deve avançar 50 bilhões de litros; já a de SAF deve crescer em 2,8 bilhões de litros. O documento prevê pico de produção de petróleo em 2032. Já o PNE é atualizado a cada cinco anos e prevê na nova edição que consumo de datacenters deve chegar consumir 300 TWh e a participação dos derivados de petróleo devem cair de 41% para entre 7 e 28% de participação da matriz energética. Nesse cenário de 30 anos, os investimentos podem chegar a R$ 2 trilhões, sendo R$ 600 bilhões apenas em transmissão. Por: Dalton Almeida | Fonte: CNN Brasil

Centro-Sul deve atingir recorde na produção de etanol em 2026/27, diz Argus

Agência iNFRA A produção de etanol no Centro-Sul deve alcançar 36,9 bilhões de litros na safra 2026/27, impulsionada por melhores condições climáticas, expansão das usinas de milho e menor direcionamento da cana para o açúcar. O aumento da oferta tende a pressionar os preços no primeiro semestre. O volume é estimado pela consultoria Argus, com base em dados de empresas do setor, órgãos públicos e instituições financeiras, e supera os 33,6 bilhões de litros projetados para a temporada atual. Se confirmada, a safra será a maior da série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), iniciada em 2005/06. Ainda de acordo com a Argus, a produção de etanol de milho deve responder por 11,1 bilhões de litros, alta de 16% na comparação anual, refletindo novos investimentos em plantas e ampliação de capacidade.

IRBI vence o 22º Prêmio Visão Agro Brasil na categoria Sonda Oblíqua

Na última quinta-feira, a IRBI recebeu um reconhecimento que reforça sua trajetória e a confiança construída junto ao setor sucroenergético: a conquista do 22º Prêmio Visão Agro Brasil, na categoria Sonda Oblíqua. O prêmio destaca um trabalho pautado por tradição, evolução técnica e compromisso com a qualidade em cada entrega — valores que acompanham a IRBI ao longo de décadas e seguem presentes no desenvolvimento dos nossos equipamentos e soluções para laboratórios PCTS. Agradecemos às usinas, parceiros e a toda a nossa equipe, que contribui diariamente para manter a IRBI como referência no segmento. IRBI Máquinas e Equipamentos Tradição que evolui junto com o setor sucroenergético.